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O que é a Nova Era?

Ao longo dos anos vem-se formando uma onda cultural-filosófica-religiosa que estimula o redirecionamento do rumo da humanidade para conduzi-la a uma nova consciência, uma nova forma de sociedade. Esta onda é chamada de Nova Era e concentra idéias, objetivos e elementos de religiões orientais, do espiritismo, das terapias alternativas, da ecologia, da sustentabilidade, da astrologia, do gnosticismo e de outras correntes.

Existem muitas teorias, crenças e filosofias sobre esse novo direcionamento, seus desdobramentos e quem ou o que o lidera. Mas o que podemos afirmar é que estamos num novo momento do planeta Terra.

A Nova Era é um novo estágio de evolução consciencial que nós, humanos, estamos. Atingimos esse novo estágio graças à dedicação de grandes mestres que nos orientam a todo o tempo. A Nova Era não é uma data marcada no calendário ou uma “virada de chave”, estamos nesse processo há alguns anos.

Estar na Nova Era é simplesmente estarmos nos adaptando e incentivando uma nova forma de pensar, enxergar e lidar com o planeta e com as pessoas. As preocupações e cuidados são outros, mais coerentes com a sustentabilidade e harmonia. Um dos exemplos disso é o coronavírus que também corrobora essa nova consciência por nos forçar a mudar nossa forma de viver.

A Nova Era é cuidar do planeta, ouvir as outras pessoas e ter empatia. Nos libertamos de dogmas e regras para passarmos a tomar atitudes baseados em nossa própria consciência. Não porque “sou obrigado a isso” mas porque “cheguei a conclusão que aquilo é o certo”.

A Nova Era trata de muitas coisas que tocam nossa fé: Deus, a criação, a vida, a morte, o sentido de nossa existência, etc. A Nova Era trabalha o construtivismo, que permite a cada indivíduo formular sua própria verdade religiosa, filosófica e ética.

A mudança da vibração e troca do grau consciencial acontece quando nos desprendemos dos nossos egos e preconceitos, e passamos a sentir as dores, internas e externas, ampliando nossa visão, abrindo espaço para mudanças significativas e necessárias na humanidade.

Existem algumas crenças comuns para os colaboradores da Nova Era:

  • o planeta entrou em um estágio de vibração mais elevado, no qual dará suporte a pessoas mais conscientes;
  • todas as terapias e técnicas holísticas pretendem criar e acelerar esta consciência;
  • cada pessoa cria a sua própria verdade e toda sua experiência é um passo para a consciência plena de sua divindade;
  • o universo é um ser único e vivo, evoluindo ao pleno conhecimento de si e a humanidade é uma de suas manifestações;
  • a natureza também é parte do único ser cósmico e, portanto, também participa de sua divindade;
  • tudo é “Deus” e “Deus” está em tudo;
  • todas as religiões são semelhantes e, no fundo, dizem o mesmo;
  • todos os seres humanos vivem muitas vidas, vão reencarnando uma e outra vez até ampliar a consciência.

Essa consciência se dá através do equilíbrio do nosso pensamento e de nossas emoções. Devemos sair da racionalidade e viver a voz do coração. É a capacidade de se conectar com nosso interior e equilibrar nosso corpo, mente e alma. 

A espiritualidade é um eterno processo de busca e de renascimento contínuo. A espiritualidade está dentro de cada um, é nossa luz e essência divina que nos permite desenvolver nossas virtudes. 

As terapias alternativas estão sendo canalizadas para serem uma ferramenta de auxílio neste grande salto quântico e cura da humanidade. Conectados ao amor, à verdade, à liberdade e à sabedoria, para assumirmos nosso papel perante o universo, ativando nosso poder pessoal, e assim, intensificar nosso autoconhecimento.

Você é o único responsável por tudo o que acontece em sua vida. Não viemos para sofrer mas para trilhar um caminho de amor, principalmente por si próprio. Deixando para trás, o autocastigo, a autocrítica e a autocondenação. A conexão com a Divindade interna e a energia do Amor são o caminho para a Nova Era.

Quando começamos a despertar, queremos auxiliar pessoas para que despertem também, que tenham esse novo olhar para a existência. Compreendemos que cada um tem seu momento e livre arbítrio, mas podemos de forma amorosa ir orientando sobre o quanto é gratificante o caminho do autoconhecimento. Conheça os cursos da Casa de Miguel e indique para as pessoas que você ama!

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React Soul

ATENÇÃO, ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS!

A Pixar já tratava de assuntos para adultos desde o início de suas produções, mas de modo tímido, inseridos em situações cotidianas e por isso, exploram emoções universais como anseios, amor, saudades e raiva.

Recentemente o estúdio mergulhou em questões mais profundas das inquietações adultas com seus últimos lançamentos, que nem se parecem com produções feitas só para crianças. Falam da morte, depressões e perdas de uma maneira não medrosa e é uma das grandes sacadas da companhia para introduzir o tema no universo infantil e proporcionar uma mudança no inconsciente coletivo ao trazer essa normalização desde a infância. A expectativa é que um dia essa juventude se torne adultos menos complexados com esses assuntos da alma.

No filme Soul, lançado em janeiro de 2021 na plataforma Disney+, o estúdio faz uma imersão espiritual profunda e aborda questões metafísicas trazendo conceitos sobre morte, alma, vida após a morte e etc.

No longa, Joe Gardner, o primeiro protagonista negro da Pixar, morre logo antes do show que definiria sua carreira de músico e, ao se ver indo em direção ao “além vida”, ele tenta fugir para voltar à Terra. E assim acaba caindo no “pré vida”, um lugar onde as almas estão sendo preparadas e moldando sua personalidade para então acharem seu propósito de vida e ganharem seu passe para a Terra.

Vamos analisar então algumas dessas informações conceituais que são passadas nos primeiros vinte minutos de filme: 

Depois que morremos, nossa alma é atraída para um lugar cheio de luz que é chamado de “além vida”, o lugar onde as almas se tornam parte dessa Luz. Joe tem a sensação de que, ao se tornar a Luz, ele irá “morrer”, como se a existência dele fosse sumir. Essa sensação e pensamento é algo que realmente “assombra” muitas pessoas, desencarnadas ou não. O que e quem seremos quando morrermos? Seremos mais do que somos hoje ou seremos “dissolvidos” em um coletivo? Infelizmente essa resposta não é trabalhada no filme.

Ao fugir da Luz, Joe “cai” e vai passando por diversas faixas de frequências e sintonias, que podemos também chamar de dimensões. Sabemos que essas dimensões e frequências realmente existem e podemos “viajar” por elas quando elevamos nossa sintonia e movimentamos nossa consciência pelo universo e podemos fazer isso através de meditações ou até, como mostrado no filme, quando praticamos alguma coisa que nos dê prazer.

Joe se encontra depois na dimensão do “pré vida” onde conhece Zé, que se autodenomina a “combinação de todos os campos quantizados do universo”, Zé também diz que se apresenta de uma forma que os humanos consigam vê-la mas ao longo do filme vemos também que Zé é mais que apenas um ser, que Zé são vários e ao mesmo tempo um, que controla, organiza e sustenta o universo. Alguma semelhança com o conhecimento que temos sobre Deus? 

No filme também é explicado que a nossa “personalidade” e nossos “dons” já nascem com a gente, são informações que estão presentes na nossa alma e, portanto, não são coisas que desenvolvemos em vida. Conquistamos essas virtudes ao longo do tempo para podermos desfrutar a vida na Terra.

Como é tratado no filme, o nosso passe para a vida, ou melhor, a nossa “missão” é o que nos inspira e nos motiva. E nossa missão pode ser tudo! Tanto é que o salão onde são apresentadas as missões se chama “Salão de Todas as Coisas”. Então, não acredite que sua missão tem ligação com o seu trabalho ou com voluntariado, sua missão é o que te faz sentir vivo, o que te conecta com sua essência, o que te dá brilho nos olhos.

E sim, tudo isso em só vinte minutos! Apesar de trazer todo o conteúdo de forma leve e sutil, o filme trata de assuntos mais contundentes da nossa criação, do nosso viver. É uma questão que nós adultos ficamos o tempo todo pensando e buscando respostas.

Enquanto crescemos precisamos desenvolver esses pensamentos, entendimentos e reflexões sobre a vida e, além de ouvir os ensinamentos dos nossos pais, avôs e mentores, precisamos ter experiências que realmente nos marquem e mude nosso entendimento da vida, nos conduzindo para algo mais significativo do que apenas nascer-crescer-morrer.

A Pixar, ao trazer questões fundamentais sobre a existência humana, colocando o dedo nas nossas feridas, auxilia os pais nessa difícil missão que é oferecer esse “manual das realidades” – felizes e infelizes – da vida. 

Mergulhar no entendimento da morte é um caminho para o desenvolvimento de apreciar a própria companhia, e a Pixar encontrou uma linguagem madura e delicada para tratar desses assuntos.

Em Soul, interligada à ideia da morte, uma segunda reflexão que é posta para nós é “do que vale estar vivo?”. Num primeiro momento o protagonista acredita que seu propósito em vida é ser músico, e o desenrolar da história aponta para as experiências humanas, consideradas corriqueiras, que são realmente a verdadeira explicação para estarmos vivos. 

Já que, segundo o conceito do filme, quando somos almas, não temos paladar, olfato ou tato, e por isso, a mensagem que fica é que devemos apreciar enquanto encarnados tudo o que podermos saborear, cheirar e sentir. Desfrute dessas pequenas sensações, essa é a razão de estarmos aqui na Terra. Sentir! Não se prive das sensações e das emoções, isso é viver. O desfrutar de uma brisa suave, das gotas de chuva, do prazer de estarmos juntos, dos sabores da vida.

“Vale a pena morrer por esse negócio de viver?”, se pergunta a alma 22 no filme. Se Joe, que teve uma vida considerada banal pela personagem, quer tanto voltar à Terra, deve mesmo valer.

Assista também o React de Soul pelo Facebook, Instagram e Youtube! Todo mês analisaremos um filme novo, não deixe de acompanhar!